A privacidade nas transações de criptomoedas

26/09/2018 | por Stratum | em satoshi nakamoto

 

A era do compartilhamento, do novo poder, das novas tecnologias e da rápida evolução da tecnologia nos traz uma nova perspectiva de sociedade, das relações humanas, das relações de confiança e impactam, e muito, nas nossas relações financeiras.

Tem moeda estatal passando a ser digital. Na Suécia, por exemplo, há comerciantes que negam dinheiro em espécie. No Brasil, há um projeto de lei que propõe o fim do dinheiro fiat (dinheiro em espécie) no país. O projeto de autoria de Reginaldo Lopes busca trazer maior segurança às transações bancárias, a fim de reduzir práticas como crimes de assalto a bancos. O objetivo é que “toda a transação financeira poderá ser rastreada, a sonegação fiscal deixaria de existir”. Ou seja, dessa forma, o governo garantiria que os cidadãos globais passem a ter todas as suas transações vigiadas, sem privacidade, e controladas por terceiros.

Satoshi, em um viés completamente oposto, escreveu em 2008 artigo que trouxe à tona toda a lógica das criptomoedas. Com elas, as transações podem ser feitas de forma anônima e segura já que utilizam chaves de criptografia para envio e recebimento dos montantes de valor. Aliado a este modus operandi, as moedas ficam descentralizadas, o que significa que não passam pelo controle de um terceiro, o conhecido “atravessador”. Quem controla tudo é a própria rede.

Aqui na Stratum a operação de compra e venda de criptomoedas respeita a origem de tudo o que Satoshi preconizou. A privacidade pública entre as partes existe, mas há a validação bancária no momento em que o boleto de compra da criptomoeda é pago via débito bancário. O banco é quem valida nossa transação ao permitir que determinada pessoa tenha uma conta bancária ativa.

A blockchain é uma das maiores invenções deste século porque criou um ativo digital imutável e que não pode ser duplicado. Não há como alterar o que um dia foi gravado nos blocos de forma “peer to peer”, ou seja, de pessoa para pessoa.

Vale ressaltar que bitcoin não é a mesma coisa que blockchain – esta é como se fosse o livro onde são registradas as informações de quem é o remetente do bitcoin – que assina eletronicamente para realizar as transações – e também quem é o receptor para quem está enviando aquela específica moeda. Tudo isso acontece por meio de códigos que são as chaves públicas, algo parecido com o número da tua conta.

As pessoas são seus bancos, e os usuários podem decidir o quanto uma unidade de bitcoin representa. As operações são todas públicas, com registros de data e hora. É o sistema, junto aos usuários, que modera as transações (blockchain), e impede que ações fraudulentas sejam feitas. Uma vez inserida a informação dentro da blockchain, nenhum usuário consegue apagar ou modificar tal registro.

Satoshi também detalha no material a estrutura da rede bitcoin:

-> Novas transações são “anunciadas publicamente” para todos os nós (uma rede de computadores).

-> Cada nó coloca todas as novas transações em um bloco

-> Cada nó trabalha para resolver a prova de trabalho (isso prova que uma quantidade específica de trabalho foi feita pelo sistema) para seu próprio bloco

-> Quando um nó resolve um enigma para o seu bloco, ele informa todos os outros nós

-> Os nós aceitam o bloco cujo enigma foi resolvido se TODAS as transações forem válidas e se não existirem problemas de gastos duplos

-> Os nós passam para o próximo bloco na cadeia

-> O processo se repete.

O tempo dessas transações pode variar, de acordo com a complexidade da transação e do tipo de criptomoeda. No caso do Bitcoin, leva em média 10 minutos para tudo se concretizar de forma imutável.

Se alguém tenta corromper uma transação, os nós não chegarão a um consenso e recusarão a transação. Há milhares de nós para concordar que uma transação é válida.

Fazendo uma alusão a transações em bancos tradicionais, dados pessoais como nome, CPF, agência e contas, são expostos. Quando falamos de uma transação em Bitcoin, estamos falando em transações pseudoanônimas. Apenas as informações de valores e endereço da carteira são transmitidos de um ponto A (remetente) a um ponto B (destinatário). Os dados de CPF, Nome, Banco, Agência e Conta são substituídos por um código criptografado, que é o chamado endereço. Dessa forma, qualquer pessoa ao fazer uma transação em bitcoin ou outra criptomoeda, garante a sua privacidade e a do destinatário.

As criptomoedas podem representar muito mais do que dinheiro e transações. Elas mudam todas as relações de confiança, propriedade, privacidade e comércio. Também, nos permitem tornar a moeda muito mais inteligente e automatizar processos que envolvam transações financeiras, automaticamente, tornando-os menos burocráticos e mais transparentes. É chegado o momento de explorar o novo, e discutir sobre todas as possíveis aplicações e como isso mudará a nossa maneira de fazer as transações e a nossa relação com o dinheiro e com as pessoas.

E você, está preparado para as oportunidades e mudanças trazidas por essa nova economia?

26/09/2018 Compartilhar