Fork: O que é e como afeta suas criptomoedas?

26/11/2018 | por Stratum | em Tecnologia

É muito provável que você tenha acessado algum portal de notícia sobre criptomoedas recentemente e deparado com o termo “Fork”, mas será que você sabe o que é isso?

Falar sobre Fork sempre traz dúvidas, principalmente para quem é iniciante no mundo das criptomoedas.

Por isso, neste artigo queremos explicar o que é Fork, suas variações e como ela pode afetar sua rotina investindo em criptomoedas.

O que é “Fork”?

Toda criptomoeda é formada por um conjunto de códigos e segue regras, formando um sistema que está em constante aprimoramento e evolução, buscando a sua melhor versão.

Para as criptos, Fork são “bifurcações” da rede Blockchain que acontecem quando o algoritmo de uma criptomoeda passa por essas atualizações.

O objetivo do fork é bastante simples, elas servem para aprimorar o código da moeda e qualquer cripto está sujeita a passar por isso.

Existem dois tipos de fork, elas são chamadas de Soft Fork e Hard Fork.

Soft Fork e Hard Fork: Quais as diferenças?

Para ilustrar melhor o que são e suas diferenças, vamos usar como exemplo um aplicativo de celular.

O mais prático quando instalamos um novo aplicativo no celular é deixar suas atualizações automáticas, dessa forma nós não precisamos ficar autorizando o download do aplicativo toda vez que ele sofre alguma alteração.

Sabemos que cada atualização e mudança no aplicativo visa melhorar a experiência do usuário, trazer mais segurança e aprimorar o próprio aplicativo corrigindo falhas que possam comprometer o seu funcionamento. Essas atualizações são corriqueiras, alguns aplicativos as fazem diariamente.

Dentro das criptomoedas também há atualizações como essas, elas são chamadas de Soft Forks. Não se surpreenda se você não percebeu que suas criptomoedas passaram por essas isso, as Soft Forks são como as atualizações de um aplicativo de celular: automáticas e buscam preservar o código original com mudanças muito sutis.

Para os usuários nada muda e a rotina segue igual, suas moedas continuam sendo validadas por quem utiliza a versão mais atual e mais antiga da moeda.

Imagine que um dia você descobre que a empresa que desenvolveu aquele aplicativo criou agora uma versão que se baseia nele, mas traz diferenças agressivas comparadas ao original, principalmente em seu código. Esse novo aplicativo precisa ser baixado no seu celular, porque ele não é considerado uma mera atualização do que você já tinha e não possui compatibilidade com o sistema antigo.

Para as criptomoedas, atualizações mais drásticas e complexas como essa são chamadas de Hard Fork e geram uma “bifurcação” na rede. Nesse caso, a diferença não é só uma atualização de protocolo e o novo código criado não é aceito pelas versões anteriores. Sendo assim, as Hard Fork não se misturam com a Blockchain antiga.

Todas as criptomoedas estão sujeitas a passar por essas forks quando necessário, caso as alterações sejam complexas a única maneira de atualiza-la é recomeçando seu sistema do zero com a criação de uma nova Blockchain. A partir da criação dessa nova Blockchain, a moeda começa a ter um novo código e um novo “marco” inicial.

Pode-se dizer que acontece o nascimento de uma nova criptomoeda baseada na anterior.

Porém, diferente do exemplo do aplicativo, você não precisa “descartar” a versão anterior das moedas. Como explicado, quando acontece uma Soft Fork elas continuam compatíveis com o restante da rede e quando é uma Hard Fork surge uma nova cripto.

Como se decide se a Fork vai acontecer?

Como sabemos, as criptomoedas não possuem um órgão regulamentador que centraliza todas as decisões tomadas a respeito delas. Por isso, quando necessário que uma atualização ocorra, a decisão é tomada através de um consenso da comunidade através do sistema próprio da blockchain.

Quem participa da votação são os mineradores, usuários que apenas compram e vendem suas moedas não se envolvem nesse processo.

Como acontece em qualquer votação democrática, a decisão da maioria é a que vale. Se a maioria optar por não ter a atualização, ela não deve ocorrer.

Porém, pode acontecer de um grupo querer contrariar a decisão e lançar uma atualização mesmo assim, como aconteceu com o Bitcoin Cash (sobre qual iremos falar com mais detalhes no próximo artigo, explicando as suas “ramificações” e o que está acontecendo).

As atualizações devem ser bem planejadas e pensadas, mesmo que a intenção seja aprimorar o código da moeda, há o risco de que o público não aceite essa nova “versão” e isso implique na desvalorização dela.

Em resumo, as Soft Fork são atualizações que não afetam tanto as suas criptomoedas por serem mais corriqueiras e menos “drásticas”. Já as Hard Forks, como no caso do Bitcoin Cash, podem trazer fortes mudanças dentro da comunidade implicando no nascimento de uma nova criptomoeda.

Qual a sua opinião sobre as Forks? Ficou com alguma dúvida? Compartilhe conosco nos comentários, aproveite para acompanhar as principais notícias do mundo das criptomoedas nas nossas redes sociais.

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