“Não há órgão regulador nem regras para controlar uma disparada de preço de bitcoin”, diz CEO da coinBR

18/12/2017 | por Admin | em Destaque

O jornal Diário Catarinense publicou em sua edição de fim de semana uma entrevista com o fundador e CEO da coinBR, Rocelo Lopes. Concedida à jornalista e colunista Estela Benetti, a entrevista tratou de diferentes temas relacionados ao Bitcoin, partindo da estreia da moeda virtual na Bolsa de Chicago. Mais uma vez, Rocelo comentou a posição de autoridades da área econômica que tem afirmado que a valorização do Bitcoin é uma bolha. O CEO da coinBR também dá dicas para quem quer investir em moedas virtuais.

Confira abaixo trechos da entrevista.

Diário Catarinense – Muitas autoridades financeiras dizem que está havendo uma bolha de bitcoin, mas o senhor discorda. Por que?

Rocelo Lopes – Porque moeda virtual é diferente de qualquer outro ativo que se tenha visto. É um produto escasso. Vamos ter somente 21 milhões de bitcoins no mundo. Hoje estamos em 17 milhões, faltam apenas 4 milhões para serem geradas. O princípio de uma bolha é um ativo sendo muito vendido, como na bolha imobiliária dos EUA. Com bitcoin não tem como acontecer isso porque sabemos que há um número limitado. Diariamente são colocados somente 1.800 novos bitcoins no mercado. Não dá para inventar. O preço pode subir ou cair. O mercado corrige. Uma vez saiu de US$ 10 mil e subiu para US$ 14 mil. A nossa expectativa para dezembro de 2020 é de R$ 300 mil por unidade de bitcoin.

Diário Catarinense – O presidente do Banco Central do Brasil avalia que crescimento do bitcoin é uma bolha e não recomenda comercialização em órgãos regulados. Como você vê isso?

Rocelo Lopes – Todos estão se defendendo dessa maneira até porque é um negócio de risco. Não há órgão regulador nem regras para controlar uma disparada de preço de bitcoin. Se o investido perder, não poderá reclamar para ninguém porque o risco é dele. Vindo do Banco Central é uma posição esperada porque há um ativo muito usado como moeda, muito eficiente e ele não controla. Isso para um BC é meio perigoso.

Diário Catarinense – Como é definido o preço do bitcoin?

Rocelo Lopes – É determinado de acordo com o mercado. Se o mercado brasileiro precisa de moeda porque muita gente está comprando bitcoin no país, então ela vai ser cotizada ao preço brasileiro, que pode ser diferente do preço americano. Pode ser que nos EUA ela esteja mais barata. Por exemplo, hoje a bitcoin está sendo vendida 100% mais cara na Venezuela do que no resto do mundo. No Japão, está 5% mais barata. Ela é sempre baseada no mercado local e, às vezes, você tem diferença de preço entre as corretoras de um mesmo país.

Diário Catarinense – Para quem quer investir em criptomoeda, o que recomenda?

Rocelo Lopes – Hoje, a gente recomenda à pessoa que quer tomar mais risco que invista 20% do seu capital em bitcoin. Se quer menos risco, invista 10%. A gente recomenda bitcoin, ethereum e dash (outras moedas virtuais). Divida 33% em cada uma delas e forma portfólio. Somos mais ousados do que nos investimentos tradicionais porque temos um histórico de evolução. Imagina que no início do ano você tem R$ 40 mil em CDB e compra R$ 4 mil em bitcoin. Seus R$ 4 mil estão valendo muito mais do que os R$ 40 mil no tesouro direto.

Leia a entrevista completa no site do Diário Catarinense.


coinBR também na Folha de S.Paulo

A coinBR é uma das fontes da reportagem sobre Bitcoin publicada na edição desta segunda-feira (18) da Folha de S.Paulo. A reportagem faz uma comparação entre o número de investidores em bolsa de valores e em moedas virtuais. Diz a Folha:

A valorização de quase 1.800% que o bitcoin sofreu somente nesse ano tem gerado uma demanda ‘insana’ pela moeda digital, na fala de operadores que atuam neste mercado, e o número de pessoas registradas nas corretoras em busca de parte desse ganho já supera 1 milhão.

À reportagem, falando pela coinBR, Rocelo Lopes diz que “a tendência é crescer mais ainda, sim. A cada dia que sai uma matéria, mesmo as que falam mal, surgem 400 usuários no dia seguinte”.

A reportagem está no site do jornal.

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